Nesta quinta-feira (2), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em moderada alta de 0,56%, cotado a R$ 71,72/saca. Por outro lado, o vencimento de julho anotou leve queda de 0,13%, a R$ 71,21/sc. Na semana, os futuros acumularam perdas de 0,62% e 0,15%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela valorização do câmbio, o que favorece as exportações do grão brasileiro.
No entanto, pesou sobre as cotações o recuo dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).
No campo, com o plantio virtualmente encerrado, as atenções dos investidores se voltam para as precipitações do mês de abril, as quais serão determinantes para o desenvolvimento do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil. A colheita da primeira safra, por sua vez, segue atrás do ano passado e da média dos últimos anos, impactada principalmente pelos atrasos registrados nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
A projeção atual da DATAGRO indica que, somando as duas safras, o Brasil deverá colher 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, volume 1% maior do que o registrado em 2024/25.
No radar, os investidores acompanham as últimas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca do futuro do conflito no Oriente Médio, sobretudo pela relevância do Irã como um dos principais compradores internacionais do milho brasileiro.
Amanhã (3), as negociações estarão suspensas na B3 devido ao feriado de Sexta-feira Santa, sendo retomadas normalmente na segunda-feira (6).