O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (9) em moderada baixa de 0,86%, cotado a R$ 67,45/saca, mas com ganho semanal acumulado de 0,67%. O vencimento de novembro recuou 0,49%, a R$ 70,80/sc, mas com valorização de 0,43% na semana.
Neste pregão, o mercado operou em menor liquidez devido ao feriado da Revolução Constitucionalista no estado de São Paulo, principal centro financeiro do país. Os preços do cereal foram pressionados pela queda do câmbio e do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT).
No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo atraso na colheita da segunda safra e pela perspectiva de aumento da demanda internacional neste segundo semestre, conforme a janela de exportação se torna favorável ao milho.
Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3) mostra que a colheita da safra de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 26,1% da área cultivada, após um avanço semanal de 7,5 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 29,1%; na média dos últimos cinco anos, em 30,3%.
O Mato Grosso lidera os esforços de colheita, com ritmo alinhado à média plurianual, enquanto outros importantes estados produtores, como Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, apresentam atrasos.
A DATAGRO Grãos projeta que o Brasil irá colher 112,4 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.
No radar, a lentidão dos trabalhos de colheita na Argentina, embora os desempenhos produtivos estejam melhores este ano, e o desenvolvimento da safra 2026/27 nos Estados Unidos.