O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (2) em estabilidade com viés de alta (+0,25 ponto e +0,06%), cotado a US$ cents 423,00/bushel, com ganho acumulado de 0,30% na parcial da semana. O vencimento de dezembro, por outro lado, anotou leve baixa de 1,75 ponto e 0,40%, a US$ cents 440,75/bushel, com perda semanal acumulada de 0,23%.
Após dois dias de ganhos consistentes, os preços cereal perderam força neste pregão, pressionados pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, que retornou aos patamares próximos ao observado antes no conflito no Oriente Médio. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Por outro lado, deu suporte aos preços o enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY operando com queada de mais de 0,50% durante a sessão de hoje.
Pela manhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as vendas líquidas de milho para entrega no ano comercial 2025/26 somaram 732,1 mil toneladas na semana encerrada em 25 de junho, queda de 2% em relação à semana anterior e 23% abaixo da média das últimas quatro semanas. Já as vendas para entrega em 2026/27 totalizaram 767,8 mil toneladas na semana passada. Ambos desempenhos vieram dentro das expectiativas do mercado.
Investidores seguem atentos ao desenvolvimento fenológico da safra 2026/27 no Corn Belt, cuja área semeada alcançou 38,57 milhões de hectares, uma redução de 3% em relação ao ciclo 2025/26. Dessa área total plantada, apenas 35,37 milhões de hectares deverão ser colhidos, um recuo de 4% ante a temporada passada.
Até último domingo (28), 9% das lavouras já haviam alcançado a fase de embonecamento, ritmo à frente do registrado na temporada anterior (7%) e na média dos últimos cinco anos (6%). Quanto às condições, 67% das lavouras foram classificadas como boas/excelentes – queda de 1 p.p. ante o registrado na semana anterior e abaixo dos 73% da última temporada. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 8% como ruins/muito ruins.
As condições climáticas também são monitoradas de perto pelo mercado. Boletim diário do USDA aponta que pancadas de chuva e tempestades se estendem para sudoeste do Corn Belt a partir da região superior dos Grandes Lagos, à medida que uma massa de umidade tropical interage com uma frente fria fraca.
Nas porções central e leste do Cinturão, o clima muito quente e úmido segue predominando, com temperaturas máximas entre 32 e 35°C. “Até o momento, porém, as temperaturas ainda não atingiram, de forma generalizada, níveis considerados estressantes para as lavouras de milho e soja que estão entrando na fase reprodutiva”, afirma o USDA.
No radar, a colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil, que se aproxima de 20% da área cultivada, segundo o balanço mais recente da DATAGRO Grãos. Na Argentina, entidades agrícolas locais apontam que a colheita da safra 2025/26 ultrapassa pouco mais de metade da área cultivada, prejudicada pela elevada umidade do solo e dos grãos.
Nesta sexta-feira (3), as negociações na CBOT ocorrerão em horário reduzido, com encerramento antecipado.