O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (8) em leve baixa de 1,75 ponto e 0,39%, cotado a US$ cents 447,25/bushel; o vencimento de julho recuou 2,00 pontos e 0,43%, a US$ cents 458,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 1,11% e 1,13%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo tombo de mais de 10% do petróleo no mercado internacional, após os Estados Unidos e o Irã chegarem, a princípio, a um acordo de cessar-fogo temporário de duas semanas, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz.
A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano, produzido à base de milho. Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção do biocombustível avançou na última semana, enquanto os estoques recuaram.
Também pesou sobre as cotações do milho o início um pouco mais acelerado do plantio da safra 2026/27 no Corn Belt, apesar da indicação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de que produtores irão reduzir a área semeada com milho nesta temporada.
Amanhã (9), o USDA divulgará o relatório mensal de oferta e demanda de abril (Wasde), que ainda não traz dados para o novo ciclo. O mercado espera por aumentos nos estoques finais dos Estados Unidos e globais da temporada 2025/26, além de incrementos nas estimativas para as safras de Brasil e Argentina.
Por aqui, a safra de inverno – que responde por mais de 80% da oferta brasileira – segue em desenvolvimento no Centro-Sul, enquanto os trabalhos de colheita da safra de verão ganham um pouco mais de ritmo, ultrapassando 65% da área cultivada.
Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 se aproxima de 20% da área plantada, com os primeiros rendimentos satisfatórios, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).