Milho fecha o dia em forte alta na Bolsa de Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (1º) em forte alta de 6,00 pontos e 1,44%, cotado a US$ cents 422,75/bushel; o vencimento de dezembro avançou 6,25 pontos e 1,43%, a US$ cents 442,25/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 0,24% e 0,17%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal deram continuidade aos ganhos anotados na véspera (30), sustentados pela menor área plantada na safra 2026/27 e pelo aumento das temperaturas em importantes estados produtores dos Estados Unidos.

Conforme divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura (USDA), os produtores norte-americanos semearam 38,57 milhões de hectares com milho na safra 2026/27, uma redução de 3% em relação à temporada anterior.

Em comparação com a safra passada, a área plantada diminuiu ou permaneceu inalterada em 40 dos 48 estados considerados na pesquisa. O USDA estima ainda que, da área total de milho, apenas 35,37 milhões de hectares serão colhidos, um recuo de 4% ante o ciclo 2025/26.

Quanto ao clima, boletim diário do USDA indica que pancadas de chuva e tempestades estão restritas ao alto Meio-Oeste no Corn Belt, onde as precipitações vêm beneficiando, em grande parte, as lavouras de milho e soja que enfrentavam condições mais secas que o normal nas últimas semanas.

“Já no restante do cinturão, predomina um clima muito quente e seco, embora a região ainda apresente, em sua maior parte, reservas de umidade do solo abundantes. As temperaturas máximas de hoje deverão variar entre 32ºC e 35°C”, afirma o departamento.

O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) aponta que as temperaturas devem superar 42ºC no sul do Missouri e no sul de Illinois, e ultrapassar 44ºC na região central de Indiana até o final da semana.

No entanto, maiores ganhos foram limitados pela queda do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. O DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, operou em alta durante todo o pregão.

No radar, a colheita da segunda-safra no Centro-Sul do Brasil, bem como o andamento dos trabalhos de campo na Argentina.