Milho fecha o dia em estabilidade na Bolsa de Chicago

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (26) em estabilidade com viés de baixa (-0,05%), cotado a US$ cents 467,00/bushel. Já o vencimento de julho fechou com viés de alta (+0,05%), a US$ cents 478,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos de 0,32% e 0,42%, respectivamente.

Após subirem mais de 1% na véspera, os preços do cereal se estabilizaram neste pregão. Dando suporte, o petróleo avançou mais de 4% no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Por outro lado, pesou sobre as cotações o fortalecimento do dólar no exterior.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou mais cedo os registros de vendas para exportação, indicando que o país norte-americano comercializou 1,218 milhão de toneladas de milho para entrega na safra 2025/26 na semana encerrada em 19 de março.

O volume é superior às 1,172 milhão de toneladas registradas na semana anterior e também maior do que média semanal necessária de 679 mil toneladas para que o país atinja a projeção total do departamento. As projeções do mercado iam de 700 mil e 1,5 milhão de toneladas.

No acumulado do ano comercial 2025/26, as vendas externas norte-americanas somam 68,875 milhões de toneladas, volume 30% superior ao registrado no mesmo período da safra passada e equivalente a 82% da estimativa total do USDA, de 83,820 milhões de toneladas.

Em entrevista coletiva concedida há pouco, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que anunciará nesta sexta-feira (27) medidas de apoio aos agricultores norte-americanos.Embora detalhes não tenham sido divulgados, o mercado especula possíveis ajustes nas metas de mistura de biocombustíveis.

No radar, o desenvolvimento da segunda safra no Centro-Sul do Brasil e o início da colheita na Argentina. Na próxima terça-feira (31), o USDA publicará o relatório anual de intenção de plantio nos EUA da safra 2026/27.