O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta segunda-feira (6) com expressiva alta de 2,01%, cotado a R$ 68,35/saca, já o vencimento de novembro fechou com avanço de 1,23%, a R$ 71,37/sc.

Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pela alta de mais de 3,5% dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Dados divulgados na sexta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 434 mil toneladas de milho em junho de 2026, volume bem superior ao registrado em maio (249 mil t) e 18% acima do resultado anotado no mesmo mês de 2025 (367 mil t).

Os embarques brasileiros do cereal tendem a ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha avança no Centro-Sul do Brasil.

No campo, o último levantamento da DATAGRO Grãos mostra que os trabalhos se aproximavam de 20% da área cultivada, com um ritmo próximo ao observado no mesmo período do ano passado e na média das últimas cinco temporadas.

No entanto, a desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro negociado em dólar no mercado internacional. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,62% à R$ 5,13.