Nesta quarta-feira (3), o contrato de janeiro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) registrou forte queda de 1,32%, cotado a R$ 75,00/saca, mas com ganho acumulado de 2,45% na semana. O vencimento de março anotou moderada baixa de 0,61%, a R$ 76,48/sc, porém com valorização semanal de 2,04%.
Neste pregão, os preços internos acompanharam tanto a queda do câmbio, fator que diminui a competitividade do cereal voltado para exportação, quanto a desvalorização dos contratos equivalentes do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT).
Além disso, parte do mercado aproveitou para realizar lucros, tendo em vista os ganhos anotados nos últimos dias.
No entanto, maiores perdas foram limitadas pelo atraso na semeadura da soja no Brasil, o que tende a pressionar a janela de cultivo do milho de inverno no ano que vem – a segunda safra representa cerca de 70% da produção nacional do cereal.
A semeadura do milho de verão também apresenta atraso ante a temporada passada e a média dos últimos anos.
Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (28) mostra que o plantio chegou a 85,6% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 7,6 pontos percentuais em sete dias. No mesmo período do ano passado, a semeadura estava em 88,1%; na média dos últimos cinco anos, em 92,9%.