O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (5) em forte queda de 1,58%, cotado a R$ 68,60/saca; o vencimento de setembro caiu 1,33%, a R$ 70,25/sc.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela forte desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 1,11% a R$ 4,91, o menor patamar desde janeiro de 2024.
O recuo dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, também contribuiu para o viés negativo.
No campo, o milho de inverno segue em fase final de desenvolvimento, com a colheita devendo ter início nos próximos dias.
Já a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 84,8% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 3,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (1º). No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 92,6%; na média dos últimos cinco anos, em 90,6%.
Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO aponta que o país deverá produzir 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior.