O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quinta-feira (23) em moderada alta de 0,96%, cotado a R$ 70,78/saca, com ganho parcial semanal acumulado de 2,76%. O vencimento de novembro avançou 0,86%, a R$ 74,74/sc, com valorização de 2,81% na semana.
Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pela alta dos contratos equivalentes de milho na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pela valorização do câmbio, o que favorece a exportação do cereal brasileiro.
Também deu algum suporte aos preços o atraso na colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina, que chegou a 66,8% da área cultivada na última semana, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). O ritmo é 17,2 pontos percentuais inferior ao ciclo passado e 6,7 p.p. abaixo da média das últimas 10 campanhas.
Segundo o acompanhamento da DATAGRO Grãos da colheita da safra 2025/26 do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil, até o dia 17 deste mês, mostra que os trabalhos alcançaram 50,3% da área cultivada, ritmo abaixo da temporada passada (56,4%) e inferior à média plurianual (51,7%).
A DATAGRO Grãos projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.