Milho encerra em alta moderada nesta 2ª feira na B3

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta segunda-feira (13) com alta moderada de 0,97%, cotado a R$ 67,90/saca, já o vencimento de novembro fechou com avanço de 0,69%, a R$ 71,20/sc.

Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro negociado em dólar no mercado internacional. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar subia 0,49% à R$ 5,13.

Ademais, a valorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também contribuiu para o viés positivo.

Dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 399,4 mil toneladas de milho na semana encerrada em 10 de julho, volume bem superior ao registrado na semana anterior (120,3 mil t).

Porém, o volume é muito abaixo da média semanal necessária para alcançar a projeção total de exportações para a safra 2026/27 (1.359 mi de t).

Os embarques brasileiros do cereal tendem a ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha.

No campo, a colheita da safra de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil já ultrapassou 26% da área cultivada, segundo o acompanhamento semanal da DATAGRO Grãos.

DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.