Milho fecha com amplos ganhos nesta 3ª feira na B3

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (28) em forte alta de 1,82%, cotado a R$ 70,41/saca; o vencimento de novembro avançou 2,73%, a R$ 75,35/sc.

Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pela forte valorização dos ativos equivalentes de milho na Bolsa de Chicago (CBOT), bem como pela leve alta do câmbio, cotado em R$ 5,11, o que aumenta a competitividade das exportações brasileiras do cereal.

No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 61,5% da área projetada, após um avanço semanal de 11,2 pontos percentuais, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (24).

No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 69,1%; na média dos últimos cinco anos, em 62,6%.

DATAGRO projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.

Quanto à demanda internacional, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) – analisados pela DATAGRO Grãos – mostram que o Brasil exportou 561,2 mil toneladas na semana encerrada em 24 de julho.

O montante, porém, ainda segue bem abaixo da média semanal – de 1,427 mi de t – necessária para alcançar a projeção total da DATAGRO Grãos para as exportações no ano comercial 2026/27.

Os embarques nacionais do cereal tendem a ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha avança no Centro-Sul do Brasil.