O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (7) em moderada alta de 0,58%, cotado a R$ 68,82/saca. O vencimento de novembro anotou leve avanço de 0,27%, a R$ 73,60/sc. Na semana, por outro lado, os futuros acumularam perdas de 0,55% e 0,41%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do milho foram pressionados pelo moderado recuo do câmbio, fator que reduz a competitividade do cereal voltado à exportação.
Na Bolsa de Chicago, os contratos mais ativos do grão fecharam o dia em estabilidade, com o mercado se equilibrando entre as condições climáticas benéficas às lavouras norte-americanas e a demanda internacional aquecida pelo milho dos Estados Unidos.
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex)divulgou ontem (6) que o Brasil exportou 595,3 mil toneladas de milho na semana encerrada em 31 de julho, volume 6,1% acima das 561,2 mil toneladas embarcadas na semana anterior, mas ainda 59,2% menor do que a média semanal necessária (1,458 milhão de toneladas) para alcançar o total projetado para a temporada 2026/27.
No acumulado de julho, as exportações brasileiras de milho somaram 1,941 milhão de toneladas, queda de 20% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os investidores seguiram acompanhando o avanço da colheita da safra 2025/26 de milho de inverno no Centro do Sul do Brasil.
De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, até a última sexta-feira (31), os trabalhos alcançaram 69,6% da área projetada, após um avanço semanal de 8,1 pontos percentuais. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 79,3% da área, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 70,6%.
No radar, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina, que chegou a 73,7% da área cultivada, após avançar 3,9 p.p. em uma semana, conforme mostra levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).
Embora os trabalhos continuem avançando no país sul-americano, a persistência da elevada umidade do ambiente tem retardado a secagem dos grãos e limitado a entrada das colheitadeiras em diferentes regiões.