Milho termina a 5ª feira em leve baixa na Bolsa de Chicago

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (30) em leve baixa de 1,75 ponto e 0,38%, cotado a US$ cents 464,75/bushel, mas com ganho acumulado de 2,14% na parcial da semana. O vencimento de julho recuou 3,00 pontos e 0,63%, a US$ cents 474,75/bushel, com valorização semanal de 2,43%. No mês de abril, os futuros acumularam ganhos de 1,53% e 1,39%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pela desvalorização do petróleo WTI, que acabou caindo mais de 2%, reduzindo parte dos ganhos anotados nos últimos dias. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Também repercutiu o bom ritmo de plantio da safra 2026/27 de milho nos Estados Unidos. Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura (USDA) até o último domingo (26) mostra que a semeadura alcançou 25% da área projetada, contra 22% no ano passado e 19% na média plurianual. Além disso, 7% da área já atingiu a fase de emergência, ante 5% na temporada anterior e 4% na média dos últimos cinco anos.

O boletim diário do USDA apontou para a possibilidade de geada e congelamento em várias áreas do Corn Belt, principalmente de Minnesota até Michigan. “Embora geadas no fim de abril não sejam incomuns no norte do cinturão, o calor anterior deixou diversas plantas suscetíveis a danos por congelamento”, explica o departamento.

Ademais, produtores em áreas recentemente atingidas por chuvas intensas e que atualmente enfrentam clima frio estão aguardando condições mais favoráveis antes de iniciar ou retomar o plantio de milho.

O Drought Monitor de hoje – que apresenta dados coletados até terça-feira (28) – indica que 25% das lavouras de milho se encontram em áreas que experienciam seca, recuo de 2 pontos percentuais na comparação semanal. Na mesma altura da temporada passada, 20% das lavouras estavam sob essas condições.

O USDA divulgou que os registros de vendas de milho para exportação na temporada 2025/26 somaram 1,597 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de abril, volume 21% acima na comparação com a semana anterior e 22% maior do que a média das últimas quatro semanas.

No radar, o desenvolvimento da segunda safra no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina, os dois principais players globais no mercado de milho, atrás dos Estados Unidos.