O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (6) em leve alta de 2,25 pontos e 0,52%, cotado a US$ cents 439,00/bushel; o de dezembro recuou 2,00 pontos e 0,43%, a US$ cents 462,00/bushel. Na semana, por outro lado, os futuros acumulam perdas parciais de 0,40% e 0,43%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pela alta de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. No entanto, maiores ganhos foram limitados pelas condições climáticas que seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Corn Belt.
Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que chuvas benéficas ocorrem ao longo e nas proximidades de uma frente fria, com os maiores volumes sendo registrados atualmente no vale médio do Mississippi.
“As temperaturas no Meio-Oeste permanecem favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho e soja, com máximas de hoje entre 27°C e 32°C, exceto por valores um pouco mais elevados em algumas áreas produtoras do extremo oeste”, afirma o departamento.
“Apesar das chuvas recentes, a escassez de umidade do solo ainda preocupa em partes do alto Meio-Oeste. Em 2 de agosto, a umidade da camada superficial do solo nas regiões agrícolas foi classificada como muito baixa a baixa em 65% a 70% das áreas de Nebraska e das Dakotas”, ressalta.
O USDA também publicou hoje que os registros de vendas de milho para exportação no ano comercial 2025/26 somaram 117 mil toneladas na semana encerrada em 30 de junho, volume inferior às 363 mil toneladas registradas na semana anterior.
Já para entrega na temporada 2026/27, as vendas líquidas de milho somaram 1,027 milhão de toneladas no período, em linha com as 1,062 milhão de toneladas da semana anterior.