O contrato de dezembro/26 do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (2) em leve baixa de 2,50 pontos e 0,46%, cotado a US$ cents 543,50/bushel; o de março/27 cedeu 2,00 pontos e 0,36%, a US$ cents 558,25/bushel.
Após subirem em 12 dos últimos 15 pregões, os futuros do milho voltaram a ceder nesta sessão, com investidores realizando lucros. No entanto, os fundamentos de mercado seguem positivos aos preços do cereal.
Em seu boletim climático publiado hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que o clima quente e seco se espalhou pela metade sul do Corn Belt, onde as temperaturas máximas de hoje bateram 38°C.
Segundo o órgão, o calor está ajudando a eliminar os bolsões remanescentes de excesso de umidade na porção sul do Meio-Oeste e acelerando a aproximação das lavouras de milho e soja da maturidade. Enquanto isso, pancadas de chuva e tempestades localmente severas que atingem a faixa norte do Cinturão do Milho estão, em sua maioria, beneficiando as culturas de verão ainda em desenvolvimento.
“No entanto, tempestades durante a noite provocaram danos localizados causados por ventos fortes e granizo, desde o norte de Nebraska e o sul de Dakota do Sul até partes de Wisconsin”, ressalta o USDA.
O último levantamento do departamento, feito com base em dados coletados até domingo (30), mostra que 57% das lavouras plantadas com milho estão classificadas como boas/excelentes, 12 p.p. abaixo do registrado em igual período de 2025. Outros 26% estão em condição regular e 17% foram avaliadas como ruins/muito ruins.
Após iniciarem o dia em queda, os preços do petróleo ganharam força no mercado internacional diante da escalada das tensões no Oriente Médio.
Amanhã (3), o USDA publicará os registros de vendas para exportação da semana encerrada em 27 de agosto.
A finalização da colheita do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil segue no radar. Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (28) mostra que os trabalhos ultrapassaram 95%, enquanto o plantio da safra de verão 2026/27 já tem início pontualmente na região Sul do país.
Na Argentina, a colheita da temporada 2025/26 se aproxima de 90%, com entidades agrícolas locais projetando um volume recorde de produção, apesar do atraso causado pela elevada umidade das lavouras.