O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (19) em leve baixa de 1,75 ponto e 0,37%, cotado a US$ cents 475,25/bushel. O vencimento de setembro subiu 0,75 ponto e 0,16%, a US$ cents 481,50/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo movimento técnico de realização de lucros, tendo em vista a disparada de mais de 4% anotada na véspera (18).
Também pesou a queda do petróleo no mercado internacional, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender um ataque planejado contra o Irã para permitir negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Repercutiu ainda a queda semanal nas inspeções de milho para exportação e o fortalecimento do dólar no exterior. O DXY – índice que compara a força da moeda norte-americana diante de uma cesta com as principais moedas globais – subia 0,45% próximo ao encerramento das negociações em Chicago.
O mercado se manteve ainda de olho no avanço do plantio da safra nova no Corn Belt e nas condições climáticas para a região.
Dados coletados até domingo (17) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que a semeadura avançou 19 p.p. na última semana, atingindo 76% dos 38,58 milhões de hectares projetados – ritmo em linha com o registrado em igual altura do ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (70%).
Ademais, 39% da área já alcançou a fase de emergência, ante 47% na temporada anterior e 37% na média dos últimos cinco anos. Em seu boletim climático diário, o USDA indicou que o tempo instável e as chuvas estão desacelerando as etapas finais do plantio de milho e soja, mas, ao mesmo tempo, mantendo reservas de umidade do solo predominantemente favoráveis no Meio-Oeste.
No radar, a desaceleração da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina – tendo em vista à priorização das lavouras de soja – e o desenvolvimento final da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira do cereal.