Milho fecha a 3ª feira em leve queda na Bolsa de Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (11) em leve baixa de 1,50 ponto e 0,34%, cotado a US$ cents 436,75/bushel; o de dezembro recuou 1,25 ponto e 0,27%, a US$ cents 460,50/bushel.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pelo acelerado ritmo de desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt, embora as condições das lavouras tenham se mantido estáveis na última semana, abaixo do nível observado no mesmo período do ano passado.

Levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) realizado até o último domingo (9) mostra que 94% da área semeada alcançou a fase de embonecamento, após um avanço de 4 pontos percentuais em uma semana. O índice supera os 93% registrados tanto no mesmo período de 2025 quanto na média dos últimos cinco anos.

Além disso, 56% das lavouras chegaram à fase de espigamento, avanço semanal de 13 p.p. e acima dos 55% da média plurianual, e 16% alcançou a fase de de enchimento de espiga, contra 12% na média dos últimos cinco anos.

Quanto às condições das lavouras, 61% foram classificadas como boas/excelentes, mesmo percentual da semana anterior e abaixo dos 72% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 14% como ruins/muito ruins.

O mercado segue atento às condições climáticas para os principais estados produtores do Corn Belt. Boletim diário do USDA indica que, no Cinturão do Milho, tempestades — principalmente entre Iowa e Ohio — estão elevando a umidade da camada superficial do solo, mas também provocando danos localizados causados por ventos fortes e granizo.

“As temperaturas permanecem favoráveis para as lavouras de milho e soja do Meio-Oeste, com exceção de uma onda de calor que avança sobre o sudoeste do Corn Belt, incluindo partes de Missouri”, afirma.

Limitando maiores perdas, seguiu dando algum suporte aos preços a demanda internacional aquecida. Ontem (10), o USDA relatou que as inspeções de milho para exportação somaram 1,740 milhão de toneladas na semana encerrada em 6 de agosto, superando as expectativas dos analistas, que iam de 1,4 a 1,7 milhão de toneladas.

Além disso, o petróleo seguiu em trajetória de alta no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Amanhã (12), o USDA publicará o relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto, o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo. O mercado espera por cortes nas estimativas de produção e estoques finais da safra 2026/27 dos EUA.