O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (25) em forte alta de 9,00 pontos e 1,83%, cotado a US$ cents 500,50/bushel; o de dezembro subiu 8,00 pontos e 1,55%, a US$ cents 523,50/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pela piora nas condições das lavouras norte-americanas. Conforme divugado ontem no final do dia pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as áreas classificadas como boas/excelentes caíram 3 pontos percentuais na última semana, para 57% – no mesmo período do ano passado 71% se encontravam nessas circunstâncias.
O desenvolvimento das lavouras segue em ritmo acelerado no Corn Belt, com 6% da área já em fase de maturação. Além disso, 45% alcançou a fase de enchimento de espiga e 86% a de espigamento.
Quanto ao clima, boletim diário do USDA indica que pancadas de chuva e tempestades que se estendem da região superior dos Grandes Lagos até Nebraska estão beneficiando as lavouras de milho e soja ainda em desenvolvimento. “Em contraste, bolsões de inundações em áreas de baixada ainda persistem na porção sul do Meio-Oeste”, ressalta.
Informações do Pro Farmer Crop Tour – expedição anual e independente que avalia o potencial de produtividade das safras de milho e soja nos Estados Unidos antes do início da colheita – sinalizam que a produção norte-americana do cereal na temporada 2026/27 ficará bem abaixo das estimativas oficiais do USDA.
Após a expedição passasr por sete dos principais estados produtores, identificou-se um potencial produtivo bem inferior ao esperado, em meio aos impactos das condições climáticas adversas durante o verão. O USDA projeta a safra 2026/27 dos EUA em 406,75 milhões de toneladas – o segundo maior volume da história, atrás apenas das 432 milhões de toneladas colhidas na temporada passada.
No entanto, maiores ganhos foram limitados pela queda de mais de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
No radar, a demanda internacional pelo milho norte-americano e a finalização da safra 2025/26 na América do Sul.