Milho fecha a 3ª feira em forte alta na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (12) em forte alta de 4,75 pontos e 1,00%, cotado a US$ cents 480,00/bushel. O vencimento de setembro avançou 4,50 pontos e 0,93%, a US$ cents 486,25/bushel.

Neste pregão, o mercado repercutiu o relatório mensal de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (UDSA), que projetou a safra 2026/27 do país norte-americano em 406,29 milhões de toneladas, queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica.

Os estoques de milho dos EUA devem cair de 54,41 milhões de toneladas ao final da safra 2025/26 (dado revisado de 54,02 mi de t) para 49,71 milhões de toneladas ao término de 2026/27. O USDA também projeta uma produção global de milho menor na nova temporada e estoques finais mais apertados.

O plantio da safra 2026/27 de milho dos EUA segue em ritmo adiantado no Corn Belt e já alcança 57% dos 38,58 milhões de hectares projetados. Ademais, 23% da área já atingiu a fase de emergência.

Os futuros do cereal também receberam suporte da disparada de mais de 7% do trigo, que testou limite de alta na CBOT, e do avanço de mais de 4% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No entanto, maiores ganhos foram limitados pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY subindo quase 0,50% próximo ao encerramento das negociações na CBOT, e pela perspectiva de amplas safras na América do Sul.

O USDA elevou a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil e da Argentina para 135,00 e 59,00 milhões de toneladas – aumentos de 3,00 e 7,00 milhões de toneladas, respectivamente, ante a leitura de abril. Para a temporada 2026/27, o departamento projeta a produção brasileira do cereal em 139.00 milhões de toneladas, e a argentina, em 55,00 milhões de toneladas.