O contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou esta terça-feira (24) em leve baixa de 0,14%, cotado a R$ 71,91/saca; por outro lado, o vencimento de julho avançou 0,30%, a R$ 71,10/sc.
Neste pregão, os preços do milho receberam suporte da valorização do câmbio e do cereal negociado na Bolsa de Chicago (CBOT).
No entanto, pesou sobre as cotações o avanço dos trabalhos de campo no Centro-Sul do Brasil e a perspectiva de que o país colherá uma nova safra recorde de milho na temporada 2025/26, conforme aponta nova projeção da DATAGRO Grãos.
Levantamento realizado pela consultoria até a última sexta-feira (20) mostra que o plantio do milho de inverno alcançou 94,6% da área projetada, ritmo à frente da média dos últimos cinco anos. Já a colheita do milho de verão atingiu 49,5% da área cultivada, abaixo da média plurianual de 59,0%.
Somando as duas safras, a DATAGRO Grãos projeta uma produção de 144,0 milhões de toneladas de milho no atual ciclo, contra 143,3 mi de t colhidas na temporada passada.
No radar, o início da colheita na Argentina e novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025.