O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (22) em forte queda de 6,00 pontos e 1,44%, cotado a US$ cents 411,50/bushel; o vencimento de setembro caiu 5,50 pontos e 1,29%, a US$ cents 419,75/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal seguiram a tendência baixista das últimas semanas, com o mercado pressionado pela ampla oferta global do cereal e de olho no desenvolvimento da nova safra nos Estados Unidos. Também pesou a queda de mais de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Daqui a pouco, o Departamento de Agricultura (USDA) publicará os boletins semanais com os estágios e condições das lavouras dos EUA. A última atualização apontava o plantio já encerrado e mais de 90% da área em fase de emergência; além disso, quase 70% das lavouras apresentavam condições boas e excelentes, amostra em linha com o registado na última temporada.
No próximo dia 30, sai o relatório anual de área plantada do USDA, o que pode dar algum suporte aos preços do cereal, tendo em vista a expectativa de uma área semeada menor do que a divulgada em março, no relatório anual de intenção de plantio.
Quanto ao clima para as principais regiões produtoras do Corn Belt, o Departamento indica que chuvas remanescentes no vale do Ohio e na região inferior dos Grandes Lagos estão gradualmente chegando ao fim. Enquanto isso, o restante do Meio-Oeste apresenta clima fresco e seco, com temperaturas máximas hoje abaixo de 27°C.
“As lavouras de milho e soja continuam se beneficiando do tempo ameno e das reservas de umidade do solo, que permanecem, em sua maioria, abundantes”, afirma o USDA.
O Departamento publicou mais cedo que as inspeções de milho para exportação somaram 1,454 milhão de toneladas na semana encerrada em 18 de junho, volume 12,0% inferior ao registrado na semana anterior (1,650 milhão de t) e 3,3% abaixo do embarcado em igual período do ano passado (1,504 milhão de t). Apesar das quedas, o volume veio dentro das projeções dos analistas, que iam de 1,4 milhão e 1,9 milhão de toneladas.
Na América do Sul, a colheita da safra 2025/26 de inverno ganha ritmo no Brasil, com a produção devendo alcançar 112 milhões de toneladas, o segundo maior volume da história, atrás apenas da última safra, de acordo com projeção da DATAGRO Grãos.
Já na Argentina, a colheita da safra 2025/26 se aproxima de metade da área cultivada, com a projeção menos otimista, do USDA, apontado para uma colheita de 61 milhões de toneladas. Entidades agrícolas locais, como a Bolsa de Cereais de Buenos Aires e a Bolsa de Comércio de Rosário, estimam a produção em 64 e 68 milhões de toneladas, respectivamente.