O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (4) em forte alta de 5,50 pontos e 1,15%, cotado a US$ cents 485,75/bushel. O vencimento de setembro avançou 6,00 pontos e 1,24%, a US$ cents 490,50/bushel.
Neste pregão, deram suporte aos preços do cereal a valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol à base de milho, e a demanda internacional aquecida pelo grão norte-americano.
Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as inspeções de cargas de milho para exportação somaram 2,028 milhões de toneladas na semana encerrada em 30 de abril, volume 22,4% superior ao registrado na semana anterior e 25,4% acima do embarcado em igual período do ano passado.
O desempenho também superou as projeções dos agentes do mercado, que iam de 1,290 mi de t a 1,700 mi de t.
Daqui a pouco, o USDA divulgará seu boletim semanal com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.
Quanto às condições climáticas, relatório divulgado nesta manhã pelo Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) indica que ventos fortes e tempo seco provocarão tempestades de poeira e risco de incêndios florestais em partes do norte de Illinois e Indiana ao longo do dia.
As rajadas de vento podem chegar a 96 km/h, o que, combinado com o solo solto, criará condições de poeira, reduzindo a visibilidade para menos de 800 metros em alguns momentos.
Além disso, tempestades com trovões chegarão à região esta noite, com a aproximação de uma frente fria. Granizo e ventos fortes serão as principais preocupações com qualquer tempestade que se formar.
No radar, o iminente início da colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o avanço dos trabalhos de campo na Argentina, que colherá uma safra superior a 60 milhões de toneladas, conforme projetado por entidades agrícolas locais.