Milho fecha a 2ª feira em forte alta na Bolsa de Chicago

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (24) em forte alta de 7,75 pontos e 1,60%, cotado a US$ cents 491,50/bushel; o de dezembro subiu 7,00 pontos e 1,38%, a US$ cents 515,50/bushel.

Neste pregão, os preços foram sustentados pela informação do Pro Farmer Crop Tour – expedição anual e independente que avalia o potencial de produtividade das safras de milho e soja nos Estados Unidos antes do início da colheita – de que a produção norte-americana do cereal na temporada 2026/27 ficará bem abaixo das estimativas oficiais do Departamento de Agricultura (USDA).

Após a expedição passasr por sete dos principais estados produtores, identificou-se um potencial produtivo bem inferior ao esperado, em meio aos impactos das condições climáticas adversas durante o verão. O USDA projeta a safra 2026/27 dos EUA em 406,75 milhões de toneladas – o segundo maior volume da história, atrás apenas das 432 milhões de toneladas colhidas na temporada passada.

Boletim diário do USDA com as condições climáticas indica que, no Cinturão do Milho, as temperaturas permanecem quase ideais para as culturas de verão que estão nas fases de enchimento de grãos e maturação, embora os níveis de umidade do solo variem bastante em toda a região.

“Pancadas de chuva e algumas tempestades estão se formando no alto Meio-Oeste, trazendo algum alívio para as lavouras de milho e soja afetadas pela seca”, afirma.

No entanto, maiores ganhos foram limitados pela informação do USDA de que os embarques norte-americanos de milho somaram 1,296 milhão de toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, volume 33,4% inferior ao registrado na anterior e 3,2% menor na comparação com igual período do ano passado. O montante ainda ficou abaixo das projeções dos analistas, que iam de 1,5 a 1,8 milhão de toneladas.

Alem disso, o petróleo caiu mais de 2% no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Daqui a pouco, o USDA publicará o boletim atualizado com as condições e os estágios das lavouras norte-americanas. No radar, a finalização da safra 2025/26 na América do Sul, com Brasil e Argentina colhendo safras cheias de milho.