O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta segunda-feira (18) em leve alta de 0,40%, cotado a R$ 67,07/saca. O vencimento de setembro avançou 0,33%, a R$ 69,86/sc.
Neste pregão, os preços internos acompanharam a disparada de mais de 4% do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT). Por lá, repercutiu a valorização do petróleo no mercado internacional e o anúncio pela Casa Branca de que a China comprará pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos a cada ano até 2028.
Embora o país asiático não seja um importador direto do milho norte-americano – como é da soja –, as tratativas com Pequim incluem também a retomada da importação de aves e a reabilitação de mais de 400 plantas frigoríficas para exportar ao mercado chinês, o que pode aumentar, de maneira indireta, a procura por milho.
Maiores ganhos, no entanto, foram limitados pela desvalorização do dólar frente ao real, fator que reduz a competitividade do milho brasileiro voltado para exportação. Próximo ao encerramento das negociações na B3, o câmbio caía 1,20%, a R$ 5,00.
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou há pouco que o Brasil exportou 34,4 mil toneladas de milho na semana encerrada em 15 de maio, volume inferior às 100,4 mil toneladas registradas na semana anterior.
O mercado também esteve com as atenções voltadas ao campo, sobretudo ao iminente início da colheita do milho de inverno no Centro-Sul, o que deve elevar a disponibilidade interna do cereal nos próximos meses.
Os trabalhos de colheita da primeira safra, por sua vez, se encontram praticamente encerrados nos principais estados produtores, restando apenas algumas áreas ainda para serem colhidas em Goiás e Minas Gerais.