O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (17) em forte alta de 7,25 pontos e 1,75%, cotado a US$ cents 421,00/bushel; o vencimento de setembro subiu 7,00 pontos e 1,66%, a US$ cents 429,50/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 2,00% e 2,08%, respectivamente.
Nesta manhã, as cotações do cereal eram sustentadas pelas adversidades climáticas previstas para o Corn Belt. De acordo com o boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o excesso de chuvas está causando atrasos nos trabalhos de campo, mas, ao mesmo tempo, mantendo reservas de umidade abundantes a localmente excessivas para o rápido desenvolvimento das lavouras.
No início de hoje, algumas das chuvas mais intensas – acompanhadas por episódios isolados de tempo severo, incluindo ventos fortes – ocorreram na região central do Cinturão do Milho.
Em 14 de junho, antes do mais recente evento de tempestades, a umidade da camada superficial do solo já era classificada como 44% acima do normal em Missouri, 28% acima do normal em Illinois e 19% acima do normal em Indiana e Iowa.
O plantio da safra 2026/27 de milho se encontra encerrado no Corn Belt, com mais de 90% da área já emergida. As condições das lavouras melhoraram levemente na última semana, mas ainda se encontram abaixo do observado em igual altura da temporada passada.
Os preços do cereal também receberam apoio da moderada valorização do petróleo no mercado internacional, que voltou a subir após despencar quase 10% nos últimos dois dias. A valorização do combustível fóssil aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção norte-americana de etanol registrou leve retração na semana passada, enquanto os estoques de biocombustível avançaram marginalmente.
No radar, o aumento gradual da oferta na América do Sul nos próximos meses, conforme o Brasil dá início à colheita de uma safra de inverno cheia, e a Argentina segue progredindo com a colheita da maior safra de milho da história.