O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (14) em moderada queda de 2,75 pontos e 0,62%, cotado a US$ cents 443,00/bushel. O vencimento de julho anotou leve alta de 1,50 ponto e 0,33%, a US$ cents 452,50/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pelo enfraquecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY recuando 0,30% próximo ao encerramento das negociações na CBOT, e por adversidades climáticas em importantes estados produtores dos Estados Unidos.

Em seu boletim climático diário, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que as chuvas registradas em partes da região dos Grandes Lagos estão atrasando os trabalhos de campo no início da temporada e prolongando as inundações em áreas baixas.

“Na noite passada, um surto de clima severo no alto do Meio-Oeste resultou em granizo de grande tamanho, principalmente no norte de Iowa, sul de Minnesota e centro de Wisconsin”, escreveu o USDA.

Levantamento realizado pelo USDA até domingo (12) mostra que a semeadura da safra 2026/27 de milho alcançou 5% da área estimada (38,58 milhões de hectares), após avançar 2 pontos percentuais em uma semana. O ritmo segue à frente dos 4% observado em igual período do ano passado e na média plurianual.

Limitando maiores ganhos, o petróleo recuou expressivamente no mercado internacional, com o mercado atento ao progresso das negociações de paz entre Irã e EUA no Oriente Médio. A desvalorização do combustível fóssil reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, o desenvolvimento da safra 2025/26 de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina, importantes players do mercado global de milho.