Milho encerra o dia em expressivo avanço na Bolsa de Chicago

O contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (18) em expressiva alta de 9,25 pontos e 2,04%, cotado a US$ cents 463,25/bushel. O vencimento de julho avançou 9,00 pontos e 1,93%, a US$ cents 474,50/bushel. Por outro lado, na semana, os futuros acumulam perdas de 0,86% e 0,78%, respectivamente.

Após recuarem fortemente na segunda-feira (16) e se estabilizarem na véspera (17), os preços do cereal voltaram a ganhar terreno neste pregão, sustentados pela valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do WTI, negociado em Nova York, segue acima de US$ 95, enquanto o Brent bateu US$ 110 na máxima do dia em Londres.

A valorização do combustível impacta diretamente a competitividade do etanol norte-americano, que é produzido à base de milho. Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção do biocombustível desacelerou nos EUA na última semana, enquanto os estoques avançaram, alcançando o maior patamar desde abril de 2025.

O DXY, índice que compara a força do dólar diante das principais moedas globais, chegou a operar em baixa durante a manhã, mas acabou ganhando força, após o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmar a atual disparada nos preços de energia deve rebater em breve na inflação dos EUA.

A declaração do chairman se deu após a decisão não unânime do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed de manter os juros norte-americanos no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano pela segunda reunião consecutiva. Com isso, a taxa se encontra 0,75 ponto percentual abaixo da registrada em março de 2025.

Investidores seguem também com as atenções voltadas para o progresso dos trabalhos de campo na América do Sul, sobretudo ao início da colheita na Argentina e à finalização do plantio da safra de inverno no Brasil.

No radar, a possibilidade da administração do presidente Donald Trump apresentar em breve as novas cotas de mistura de biocombustíveis para 2026 e 2027. Ontem, o governo convidou agricultores e produtores de biocombustíveis para um evento na Casa Branca na próxima semana.