O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (22) em estabilidade com viés de baixa (-0,07%), cotado a R$ 67,25/saca. O vencimento de setembro também fechou em campo negativo (-0,09%), a R$ 70,00/sc.
Por outro lado, na semana, os futuros acumularam ganhos de 0,60% e 0,45%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela proximidade do início dos trabalhos de campo para a colheita do milho de inverno. A expectativa de aumento da oferta do cereal nos próximos meses também desacelerou o ritmo das negociações no mercado doméstico.
Maiores perdas foram evitadas pelo câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão voltado à exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar subia 0,50 a R$ 5,02.
Ademais, o avanço dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT) também evitou maiores desvalorizações.
A DATAGRO Grãos reduziu nesta semana sua projeção para a colheita da segunda safra de 114,2 para 112,3 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior.
No radar, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) elevou ontem sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 3 milhões de toneladas, para 64 milhões de toneladas. Por lá, os trabalhos de colheita caminham em ritmo lento, com os produtores dando prioridade à finalização da colheita da soja.