Nesta quinta-feira (9), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em moderada baixa de 0,72%, cotado a R$ 68,63/saca. O vencimento de julho anotou leve queda de 0,49%, a R$ 68,96/sc. Na semana, os futuros acumulam perdas de 4,31% e 3,16%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, o que desfavorece as exportações do grão brasileiro. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar caía 0,71%, a R$ 5,06.

Também pesou sobre as cotações o recuo dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT).

No campo, com o plantio do milho de inverno finalizado, as atenções dos investidores se voltam para a previsão do tempo para o mês de abril, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras no Centro-Sul do Brasil.

Já o milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 65,6% da área cultivada, após avançar 7,2 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (3). No mesmo período de 2025, os trabalhos estavam em 76,9%; na média dos últimos cinco anos, em 72,1%.

A projeção da DATAGRO aponta para uma produção total de 144 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26, somando a primeira e segunda safra, crescimento de 1% frente à temporada anterior.

Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de oferta e demanda (Wasde) de abril. O órgão manteve suas projeções para a produção de milho do Brasil nas safras 2025/26 e 2024/25 em 132 e 136 mi de t, respectivamente.

No radar, a informação que a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) elevou sua projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina em 5 mi de t, para 67 mi de t. O país é o terceiro maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos EUA e do Brasil.