Nesta quinta-feira (30), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em forte baixa de 1,29%, cotado a R$ 67,88/saca. O vencimento de julho recuou 0,24%, a R$ 69,65/sc.
No entanto, no recorte semanal, os futuros seguiram em direções opostas com queda de 1,05% e alta de 0,87%, respectivamente. Já no mês de abril, os vencimentos registraram perdas acumuladas de 6,89% e 3,80%, nesta ordem.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação. Próximo ao fim das negociações, o dólar caía 0,88% a R$ 4,95.
Ademais, o recuo dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos, também contribuíram para o cenário negativo.
No campo, a colheita do milho de verão 2025/26 chegou a 81,1% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 4,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (24).
O plantio do milho de inverno 2025/26 se encontra concluído, com investidores atentos à previsão do tempo para os principais estados produtores. Os relatos são de que chuvas recentes têm favorecido um bom desenvolvimento da cultura no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.
Por outro lado, há notícias de falta de precipitações em Goiás, que tem registrado também altas temperaturas. Em grande parte do estado, os produtores reportam elevada pressão com lagartas nas lavouras, com alguma dificuldade de controle.
Somando a primeira e a segunda safra, a DATAGRO Grãos aponta que o país deverá produzir 142,9 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume levemente inferior na comparação com as 143,3 mi de t registradas no ciclo anterior.
Amanhã (1º), em decorrência do feriado do Dia do Trabalho, a Bolsa de Valores Brasileira (B3) não vai operar em nenhum segmento, com as atividades sendo retomadas normalmente na segunda-feira (4).