Nesta sexta-feira (27), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou em leve alta de 0,17%, cotado a R$ 72,17/saca, com valorização semanal acumulada de 0,25%. O vencimento de julho subiu 0,38%, a R$ 71,32/sc, fechando a semana com avanço de 0,54%.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pelo atraso na colheita do milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 49,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, contra 66,2% no mesmo período do ano passado e 59,0% na média dos últimos cinco anos.

Ainda no Centro-Sul do Brasil, os agentes do mercado seguem monitorando o progresso do plantio do milho de inverno. A semeadura da segunda safra alcançou 94,6% da área projetada, após avançar 5,3 pontos percentuais em uma semana, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (20). Esse ritmo está abaixo do observado em igual período do ano passado (97,3%), porém acima da média das últimas cinco safras (93,8%).

As novas projeções da DATAGRO Grãos indicam uma colheita de 144 milhões de toneladas do cereal na temporada 2025/26, somando as duas safras, volume 1% superior na comparação com o ciclo anterior e um recorde histórico.

No entanto, maiores ganhos foram limitados pela desvalorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT). Além disso, o câmbio fechou em queda, fator que diminui a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação.

No radar, os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025. Além disso, os agentes do mercado acompanham o início colheita do cereal da Argentina.