Nesta quarta-feira (25), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) fechou em leve alta de 0,19%, cotado a R$ 72,05/saca; o de julho avançou 0,21%, a R$ 71,25/sc. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 0,08% e 0,44%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram sustentados pela valorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

Por outro lado, ganhos foram limitados pela queda do câmbio, fator que diminui a competitividade do grão voltado à exportação.

Além disso, o bom progresso do plantio do milho de inverno no Centro-Sul do Brasil exerceu pressão sobre as cotações. A semeadura da segunda safra alcançou 94,6% da área projetada, após avançar 5,3 pontos percentuais em uma semana, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (20). Esse ritmo está abaixo do observado em igual período do ano passado (97,3%), porém acima da média das últimas cinco safras (93,8%).

Por outro lado, quanto ao milho de verão 2025/26, a colheita chegou a 49,5% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, contra 66,2% no mesmo período do ano passado e 59,0% na média dos últimos cinco anos.

A DATAGRO Grãos também divulgou seu relatório mensal com novas estimativas sobre a produção de milho na safra 2025/26. A consultoria projeta uma colheita de 144 milhões de toneladas do cereal, somando as duas safras, volume 1% superior na comparação com o ciclo anterior e um recorde histórico.

No radar, os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, tendo em vista que o Irã foi o principal destino do milho exportado pelo Brasil em 2025.