O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (29) em baixa moderada de 0,74%, cotado a R$ 65,42/saca, com perda semanal acumulada de 2,65%. O vencimento de setembro recuou 0,93%, a R$ 68,10/sc – com desvalorização de 2,63% na semana.

No mês de maio, os futuros registraram expressivas perdas de 6,07% e 4,89%, respectivamente.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela desvalorização dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

início da colheita da segunda safra do grão, em importantes estados produtores do Centro-Sul do Brasil, também exerceu pressão sobre as cotações do cereal.

Órgãos locais como o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Departamento de Economia Rural (Deral) relataram que os trabalhos já tiveram início na última semana no Mato Grosso e no Paraná, ainda de forma incipiente.

DATAGRO Grãos projeta que serão colhidas 112,3 milhões de toneladas de milho na safra de inverno, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior. Boa parte dessa perda, porém, deve ser compensada pela safra de verão, cuja produção saltou 14%, para 28,9 milhões de toneladas, no ciclo 2025/26.

Por outro lado, o avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do milho brasileiro voltado à exportação, evitou maiores perdas. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar subia 0,28% a R$ 5,04.

No radar, segundo levantamento da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), divulgado ontem, a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina chegou a 34,7% da área cultivada, após avançar 1,8 ponto percentual em uma semana.