O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta quarta-feira (12) em moderada alta de 0,77%, cotado a R$ 70,34/saca, com ganho semanal acumulado de 2,21%. O vencimento de novembro avançou 0,99%, a R$ 75,44/sc, com valorização de 2,50% na semana.
Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pela alta de mais de 4% dos contratos equivalentes do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). A valorização do câmbio também contribuiu para o viés positivo, uma vez que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado para exportação.
Os agentes do mercado repercutiram ainda a divulgação do relatório de oferta e demanda (Wasde) de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No documento, o órgão elevou a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil em 2 milhões de toneladas, para 140 milhões de toneladas. Já para a temporada 2026/27, o USDA segue projetando a produção brasileira do cereal em 139 milhões de toneladas.
Os investidores também seguiram atentos ao avanço da colheita da safra 2025/26 de milho no Centro do Sul do Brasil.
Segundo levantamento da DATAGRO Grãos, com base em dados coletados até a última sexta-feira (7), os trabalhos de campo alcançaram 77,5% da área projetada, após um avanço semanal de 7,9 pontos percentuais. O Mato Grosso foi o único estado que já concluiu a colheita.
No mesmo período da temporada anterior, a colheita estava em 86,1% da área, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 78,3%.