Milho encerra com ganhos nesta 2ª feira na B3

O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta segunda-feira (20) em moderada alta de 0,87%, cotado a R$ 69,48/saca; o vencimento de novembro anotou forte avanço de 1,18%, a R$ 73,56/sc.

Neste pregão, os preços internos foram impulsionados pelo avanço de mais de 1% dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).

No entanto, maiores ganhos foram limitados pela desvalorização do câmbio, fator que diminui a competitividade do milho brasileiro negociado no mercado internacional. Próximo ao fim das negociações na B3, o dólar recuava 0,40% a R$ 5,08.

Dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO Grãos mostram que o Brasil embarcou 267,0 mil toneladas de milho na semana encerrada em 17 de julho, volume abaixo das 399,4 mil toneladas exportadas na semana anterior.

O montante ainda segue bem abaixo da média semanal – de 1,397 mi de t – necessária para alcançar a projeção total da DATAGRO Grãos para as exportações no ano comercial 2026/27.

Os embarques brasileiros do cereal tendem a ganhar cada vez mais ritmo no segundo semestre deste ano, tomando o lugar da soja nos portos, conforme a colheita da safrinha avança no Centro-Sul do Brasil.

Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até o dia 10 deste mês mostra que os trabalhos alcançaram 37% da área cultivada, ritmo abaixo da temporada passada e inferior à média plurianual.

DATAGRO Grãos projeta que o Brasil irá colher 112,5 milhões de toneladas de milho nesta segunda safra de 2026, volume 5% menor na comparação com o último ciclo.