O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta sexta-feira (26) em queda de 2,00 pontos e 0,48%, cotado a US$ cents 412,75/bushel; o vencimento de setembro caiu 2,50 pontos e 0,59%, a US$ cents 421,75/bushel. Na semana, os futuros acumularam perdas de 1,14% e 0,82%, respectivamente.
Neste pregão, os preços internos foram pressionados pela queda de quase 4% do petróleo no mercado internacional – fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho – e pelo bom desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt.
Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até o último domingo (21) mostra que as primeiras lavouras já alcançaram a fase de embonecamento, num ritmo mais acelerado do que o observado no mesmo período da última temporada.
Quanto às condições, 68% das lavouras foram classificadas como boas/excelentes – mesmo percentual registrado na semana anterior e levemente abaixo dos 70% da última temporada. Do restante, 26% foram avaliadas como regulares e 6% como ruins/muito ruins.
O Drought Monitor, divulgado ontem pelo USDA, indica que as áreas sob experiência de seca diminuíram na última semana, para 22% do total. Ainda assim, o nível se encontra acima dos 16% observado no mesmo período do ano passado.
Quanto à previsão do tempo, boletim diário do USDA indica que chuvas estão ocorrendo em aproximadamente toda a metade sudoeste do Corn Belt, enquanto o clima fresco e seco segue predominando na região dos Grandes Lagos.
“Em 21 de junho, antes das chuvas mais recentes, a umidade do solo no Meio-Oeste era, em geral, adequada, embora alguns estados apresentassem níveis elevados de umidade na camada superficial do solo: 43% acima do normal em Illinois, 36% em Missouri, 27% em Indiana, 26% em Michigan e 22% em Iowa”, afirma o USDA.
Na próxima terça-feira (30), o USDA publicará o relatório anual de área plantada e os estoques trimestrais na posição 1º de junho. No radar, as colheitas em andamento no Brasil e na Argentina, o que deve fazer a competitividade desses dois países aumentar no mercado internacional nos próximos meses.