Milho encerra a 6ª feira em leve queda na Bolsa Brasileira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta sexta-feira (15) em leve baixa de 0,18%, cotado a R$ 66,80/saca, com perda semanal acumulada de 1,17%. O vencimento de setembro recuou 0,24%, a R$ 69,63/sc – com desvalorização de 0,13% na semana.

Neste pregão, os preços internos foram pressionados pelo forte recuo dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos.

Maiores perdas, no entanto, foram limitadas pelo avanço do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado para exportação. Próximo ao fechamento das negociações na B3, o dólar subia 1,58%, a R$ 5,06.

O mercado segue atento à finalização da colheita da safra de verão no Centro-Sul do Brasil, que, apesar de atrasada, deve ser recorde. De acordo com levantamento da DATAGRO Grãos, os trabalhos de campo se aproximam de 90% da área cultivada.

desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil também é monitorado de perto. A expectativa é de uma safra cheia, apesar de algumas perdas pontuais, causadas por estresses climáticos.

No radar, investidores também monitoram a colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina que chegou a 32,0% da área cultivada, segundo o levantamento semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). O ritmo dos trabalhos no país sul-americano tem perdido força nas últimas semanas devido à priorização da colheita da soja.