O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (5) em forte baixa de 5,50 pontos e 1,24%, cotado a US$ cents 436,75/bushel; o de dezembro recuou 5,50 pontos e 1,18%, a US$ cents 460,00/bushel. Na semana, os futuros acumulam perdas parciais de 0,91% e 0,86%, respectivamente.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no Corn Belt.

Boletim diário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que pancadas de chuva e tempestades associadas a uma frente fria estão se estendendo para o sudoeste do Cinturão do Milho a partir da região dos Grandes Lagos.

“A frente separa uma massa de ar mais frio sobre o alto Meio-Oeste de condições quentes e úmidas na porção leste do Corn Belt. As chuvas recentes e ainda em andamento, combinadas com temperaturas próximas ou abaixo da média, têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de milho e soja”, afirma.

O petróleo WTI segue em queda na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção de etanol nos Estados Unidos caiu para 1,107 milhão de barris por dia na semana encerrada em 31 de julho, ante 1,133 milhão de bpd na anterior. Os estoques do biocombustível, recuaram de 24,726 para 24,524 milhões de barris no período.

Limitando maiores ganhos, o USDA relatou mais cedo que exportadores norte-americanos realizaram uma venda individual de 120 mil toneladas de milho para o México. Desse volume, 30 mil toneladas devem ser entregues no ano comercial 2026/27 e 90 mil toneladas em 2027/28.

No radar, a colheita da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso dos trabalhos de campo na Argentina – ambos já caminham para o fim, com expectativas positivas de produção.