Milho encerra a 3ª feira sem direção definida na Bolsa Brasileira

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou esta terça-feira (19) em leve alta de 0,28%, cotado a R$ 67,26/saca. Na contramão, o vencimento de setembro terminou o dia em estabilidade com viés de baixa (-0,09%), a R$ 69,80/sc.

Neste pregão, os preços do internos receberam suporte da valorização do câmbio, fator que aumenta a competitividade do cereal brasileiro voltado para exportação. Ao mesmo tempo, pesou sobre as cotações nacionais a leve retração do milho negociado na Bolsa de Chicago.

Investidores estiveram com as atenções voltadas ao campo, sobretudo ao iminente início da colheita do milho de inverno no Centro-Sul, o que deve elevar a disponibilidade interna do cereal nos próximos meses.

Os trabalhos de colheita da primeira safra, por sua vez, se encontram praticamente encerrados nos principais estados produtores do Sul do Brasil, restando apenas algumas áreas ainda para serem colhidas em Goiás e Minas Gerais.

Levantamento realizado pela DATAGRO Grãos até a última sexta-feira (15) mostra que os trabalhos chegaram a  91,0% da área projetada para o Centro-Sul do Brasil, após avançar 2,7 pontos percentuais (p.p) em sete dias. No mesmo período do ano passado, eles estavam em 98,0%; na média dos últimos cinco anos, em 98,1%.