Milho encerra a 3ª feira em forte queda na Bolsa de Chicago

O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (26) em forte baixa de 5,75 pontos e 1,24%, cotado a US$ cents 457,50/bushel; o vencimento de setembro caiu 5,50 pontos e 1,17%, a US$ cents 464,25/bushel.

Neste pregão, os preços do cereal foram pressionados pelo acelerado ritmo de plantio da safra 2026/27 e pela perspectiva de boas condições climáticas no Corn Belt para o desenvolvimento das lavouras já semeadas.

“A umidade do solo para o milho e a soja permanece, em sua maior parte, adequada a localmente excessiva. Algumas das condições mais úmidas estão presentes no baixo Meio-Oeste, incluindo o vale do Ohio, onde chuvas adicionais estão ocorrendo hoje”, aponta o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu boletim climático diário.

Daqui a pouco, o USDA divulgará o boletim semanal atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.

Mais cedo, o departamento reportou que as inspeções de milho para exportação somaram 1,582 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, volume 13,0% superior ao registrado na semana anterior e 11,5% acima do embarcado em igual período do ano passado. As projeções do mercado iam de 1,100 a 1,700 milhão de toneladas.

Também pressionou as cotações do milho o fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais – com o DXY operando em alta durante as negociações – e a queda de mais de 2% do petróleo WTI em Nova York, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.

No radar, a perspectiva de ampla oferta na América do Sul, com o Brasil devendo dar início em breve à colheita da safra de inverno. Na Argentina, a colheita da safra 2025/26 perdeu intensidade nas últimas semanas em virtude da priorização da soja, mas a expectativa é de uma safra recorde, que deve alcançar no mínimo 64 milhões de toneladas, conforme apontam entidades agrícolas locais.