O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta terça-feira (30) em expressiva alta de 10,75 pontos e 2,67%, cotado a US$ cents 412,75/bushel; o vencimento de setembro anotou forte avanço de 6,50 pontos e 1,58%, a US$ cents 416,75/bushel. No mês de junho, por outro lado, os futuros acumularam perdas de 7,61% e 8,56%, respectivamente.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pelo relatório anual de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o qual apontou que os produtores norte-americanos semearam 38,57 milhões de hectares com milho na safra 2026/27, uma redução de 3% em relação à temporada anterior.
Em comparação com a safra passada, a área plantada diminuiu ou permaneceu inalterada em 40 dos 48 estados considerados na pesquisa. O USDA estima ainda que, da área total de milho, apenas 35,37 milhões de hectares serão colhidos, um recuo de 4% ante o ciclo 2025/26.
O desenvolvimento da safra 2026/27 no Corn Belt é monitorado de perto pelo mercado. Levantamento realizado até último domingo (28) pelo USDA mostra que 9% das lavouras já alcançou a fase de embonecamento, ritmo à frente do registrado na temporada anterior (7%) e na média dos últimos cinco anos (6%). O progresso semanal foi de 4 p.p.
Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes – queda de 1 p.p. ante o registrado na semana anterior e abaixo dos 73% da última temporada. Do restante, 25% foram avaliadas como regulares e 8% como ruins/muito ruins.
Boletim diário do USDA indica que tempestades estão restritas ao alto Meio-Oeste, enquanto, nas demais áreas, o clima muito quente – com temperaturas máximas entre 32 ºC e 35°C – está promovendo um rápido desenvolvimento das culturas de verão.
O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) indica que as temperaturas devem bater 38ºC em Iowa nesta terça-feira e ultrapassar 40ºC no sul de Minnesota. Já nos próximos três dias, devem alcançar 41ºC no norte de Illinois e Indiana.
O USDA também publicou que os estoques norte-americanos de milho somavam 134,49 milhões de toneladas na posição 1º de junho deste ano, volume acima das 117,93 milhões de toneladas registradas em igual data de 2025.
Limitando maiores perdas, o petróleo recuou mais de 1% no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
A colheita da safrinha no Brasil segue no radar, bem como o progresso dos trabalhos de campo na Argentina.