O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (17) em forte alta de 6,00 pontos e 1,31%, cotado a US$ cents 465,00/bushel; o de dezembro subiu 6,25 pontos e 1,29%, a US$ cents 489,50/bushel.
Neste pregão, os preços do cereal foram sustentados pela alta de quase 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade dos Estados Unidos produzido à base de milho.
Além disso, deu suporte a demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano. Mais cedo, o Departamento de Agricultura (USDA) divulgou que as inspeções de milho para exportação totalizaram 1,911 milhão de toneladas na semana encerrada em 13 de agosto, volume 8,6% superior ao registrado na anterior e 81,7% maior na comparação com a mesma do ano passado.
No acumulado do ano comercial 2025/26, os EUA já embarcaram 80,951 milhões de toneladas de milho, volume 26% acima do registrado no mesmo período da safra passada. O montante representa 96% da projeção do USDA (84,460 milhões de toneladas).
Daqui a pouco, o departamento irá publicar o boletim atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.
Em sua nota diária com as condições climáticas para o Corn Belt, o USDA indicou que as chuvas remanescentes estão concentradas principalmente no vale do Ohio e áreas próximas. No entanto, bolsões de inundações moderadas em áreas de baixada continuam ocorrendo nas regiões centrais de Illinois e Indiana, após as precipitações intensas da semana passada.
“Em contraste, as chuvas recentes foram menos abrangentes na faixa norte do Cinturão do Milho, onde persistem condições de seca pontuais. Apesar da variação nos níveis de umidade, as temperaturas no Meio-Oeste, com máximas abaixo de 32°C, permanecem quase ideais para as lavouras de milho e soja”, afirma.
No radar, a finalização da safra 2025/26 na América do Sul.