Milho encerra 6ª feira sem direção definida na Bolsa Brasileira

Nesta sexta-feira (13), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa Brasileira (B3) encerrou em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 75,29/saca, com valorização semanal acumulada de 2,81%. No entanto, o vencimento de julho fechou em estabilidade com viés de baixa (-0,01%), a R$ 71,47/sc, porém, fechando a semana com avanço de 0,73%.

Neste pregão, os preços internos receberam suporte pela valorização dos contratos equivalentes na Bolsa de Chicago (CBOT).  Ademais, a alta do câmbio, fator que aumenta a competitividade do grão brasileiro voltado à exportação, também contribuiu para o viés positivo.

No campo, os agentes do mercado demonstram preocupação com os recentes atrasos nos trabalhos da colheita do milho de verão e também o plantio da segunda safra, após um período de chuvas intensas no Centro-Sul do Brasil.

Segundo a DATAGRO, os próximos 10 dias devem continuar sendo marcados por precipitações volumosas em grande parte das áreas produtoras de grãos do Brasil. O excesso de chuvas dificulta a colheita da soja e, consequentemente, atrasa o plantio do milho de inverno, conhecido como safrinha.

Levantamento da consultoria indica que a colheita do milho de verão alcançou 38,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última sexta-feira (6), após avanço de 6,3 pontos percentuais em uma semana.

No mesmo período do ano passado, os trabalhos estavam em 46,2%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 43,6%.