O contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta segunda-feira (18) em expressiva alta de 21,25 pontos e 4,66%, cotado a US$ cents 477,00/bushel. O vencimento de setembro disparou 19,25 pontos e 4,16%, a US$ cents 482,25/bushel.
Neste pregão, os preços do milho acompanharam o otimismo do mercado de grãos, após a Casa Branca anunciar que a China comprará pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas a cada ano até 2028.
Embora o país asiático não seja um importador direto do milho norte-americano – como é da soja –, as tratativas com Pequim incluem também a retomada da importação de aves e a reabilitação de mais de 400 plantas frigoríficas para exportar ao mercado chinês, o que pode aumentar, de maneira indireta, a procura por milho.
Também deu apoio aos preços do cereal o enfraquecimento do dólar no exterior – com o DXY caindo 0,15% próximo ao encerramento das negociações na CBOT – e a alta de quase 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou mais cedo que os embarques norte-americanos de milho somaram 1,379 milhão de toneladas na semana encerrada em 14 de maio, volume 19,1% inferior ao registrado na semana anterior e 21,6% abaixo do embarcado em igual período do ano passado. O montante veio dentro das expectativas do mercado, que iam de 1,150 a 1,750 milhão de toneladas.
Daqui a pouco, o USDA divulgará o boletim semanal atualizado com os estágios e condições das lavouras norte-americanas.
Em seu boletim climático diário, o USDA relatou que pancadas de chuva e tempestades localmente severas estão se estendendo para o sudoeste do Corn Belt a partir da região superior dos Grandes Lagos, reduzindo o ritmo dos trabalhos de campo.
“Na noite passada, tempestades geraram vários tornados no noroeste de Iowa e áreas vizinhas. Enquanto isso, chuvas intensas estão provocando enchentes repentinas no vale inferior do Missouri, especialmente no norte e centro do estado de Missouri”, afirma o USDA.
No radar, a desaceleração da colheita da safra 2025/26 de milho na Argentina – tendo em vista à priorização das lavouras de soja – e o desenvolvimento final da segunda safra no Brasil, que responde por mais de 80% da oferta brasileira do cereal.