O contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (12) em expressiva alta de 20,25 pontos e 4,64%, cotado a US$ cents 457,00/bushel; o de dezembro disparou 20,25 pontos e 4,40%, a US$ cents 480,75/bushel. Na semana, os futuros acumulam ganhos parciais de 4,10% e 4,06%, respectivamente.
Neste pregão, o mercado reagiu ao relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o primeiro da temporada a incorporar projeções para a safra norte-americana 2026/27 baseadas em levantamentos de campo.
No documento, o USDA elevou marginalmente sua estimativa para a produção de milho nos EUA na safra nova de 406,42 para 406,75 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 6% ante o recorde de 432,34 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2025/26 e o segundo maior volume da série histórica.
Por outro lado, o departamento cortou sua projeção para os estoques norte-americanos do cereal ao final da temporada 2026/27 de 45,46 para 41,98 milhões de toneladas. A estimativa para o término de 2025/26 também foi reduzida, de 51,31 para 49,40 milhões de toneladas.
A nível global, o USDA espera que a produção de milho recue de 1,330 bilhão de toneladas na safra velha para 1,299 bilhão de toneladas na nova. Os números foram revisados de 1,327 e 1,297 bilhão de toneladas, nesta ordem.
Os estoques globais de milho estão projetados em 274,66 milhões de toneladas ao final da temporada 2026/27 (dado revisado de 275,26 mi de t), ante 298,83 milhões de toneladas ao término de 2025/26 (dado revisado de 298,67 milhões de toneladas no relatório anterior).
Olhando para a América do Sul, o USDA elevou a estimativa da safra 2025/26 de milho do Brasil em 2 milhões de toneladas, para 140 milhões de toneladas e manteve a da Argentina em 63 milhões de toneladas.
Para a temporada 2026/27, o departamento segue projetando a produção brasileira do cereal em 139 milhões de toneladas, e a da Argentina, em 55 milhões de toneladas.
Também deu algum apoio aos preços a leve valorização do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho.
Mais cedo, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgou que a produção do biocombustível nos Estados Unidos subiu para 1,117 milhão de barris por dia na semana encerrada em 7 de agosto, enquanto os estoques cresceram 1,1%, para 24,798 milhões de barris, o maior patamar desde a semana encerrada em 22 de maio.