O contrato de novembro/26 da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira (30) em leve baixa de 4,75 pontos e 0,37%, cotado a US$ cents 1.293,00/bushel; o de janeiro/27 caiu 3,50 pontos e 0,27%, a US$ cents 1.309,25/bushel. No acumulado de setembro, por outro lado, os futuros registraram ganhos de 0,39% e 0,46%, respectivamente.

Em relação aos derivados, o farelo cedeu 0,83%, enquanto o óleo terminou o dia estável.

Neste pregão, os futuros da oleaginosa voltaram a recuar, pressionados pelos seus pares e ainda pela informação de que a soja norte-americana ficou de fora da lista dos produtos comercializados entre os Estados Unidos e a China que receberão algum tipo de vantagem tarifária.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou que os estoques norte-americanos de soja somavam 8,576 milhões de toneladas na posição 1º de setembro, ante 28,833 milhões de toneladas em 1º de junho e 8,839 milhões de toneladas no confronto anual.

Também repercutiam algumas preocupações climáticas para com a safra 2026/27 dos Estados Unidos. Boletim diário do Departamento de Agricultura (USDA) aponta que, no Corn Belt, uma faixa de chuva que se estende do sudeste de Nebraska até a região dos Grandes Lagos está provocando novos atrasos na colheita de milho e soja.

“Enquanto isso, o tempo quente e seco no baixo Meio-Oeste favorece a aceleração da maturação das culturas de verão”, ressalta o USDA.

Até o último domingo (27), produtores norte-americanos já haviam colhido 17% da área cultivada com soja neste ciclo, ritmo em linha com a média dos últimos cinco anos. Quanto às condições das lavouras, 58% seguem avaliadas como boas/excelentes, mesmo nível observado nas últimas três semanas.

O USDA também informou que exportadores norte-americanos realizaram uma venda individual de 105 mil toneladas de soja para um destino não revelado, com entrega programada para o ano comercial 2026/27.

O início do plantio da safra 2026/27 no Brasil segue no radar.

Milho

O contrato de dezembro/26 do milho despencou 21,25 pontos e 4,07% em Chicago, cotado a US$ cents 500,75/bushel, com perda acumulada de 6,88% em setembro. O vencimento de março/27 caiu 20,50 pontos e 3,82%, a US$ cents 515,50/bushel, com desvalorização mensal de 6,65%.

Os preços do milho foram pressionados pela informação do USDA de que os estoques norte-americanos na posição 1º de setembro somavam 53,216 milhões de toneladas, contra 134,404 milhões de toneladas no último boletim e 39,404 milhões de toneladas na mesma data de 2025.

No entanto, perdas foram limitadas pela alta do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho, e pelas mesmas preocupações climáticas.

Segundo o levantamento de domingo do USDA, a colheita do milho evoluiu 5 pontos percentuais na última semana e alcançou 18% da área cultivada. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos estavam em 17%; na média dos últimos cinco anos, também em 18%.

Além disso, 72% das lavouras do cereal já chegaram à fase de maturação e 96% à fase de enchimento de espiga – ambos os ritmos adiantados na comparação com a média plurianual.

As condições do milho se mantiveram estáveis na última semana: 57% da área está avaliada como boa/excelente, 26% como regular e 17% como ruim/muito ruim. Na mesma época do ano passado, no entanto, 66% das lavouras de milho apresentavam boas/excelentes condições.

Trigo

O contrato de dezembro do trigo negociado na CBOT recuou 17,00 pontos e 2,45%, negociado a US$ cents 675,75/bushel, fechando o mês de setembro com perda acumulada de 12,69%. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês cedeu 10,00 pontos e 1,35%, a US$ cents 733,00/bushel, com desvalorização acumulada de 12,53% no mês.

Neste pregão, o mercado repercutiu a divulgação dos novos dados sobre os estoques trimestrais do país na posição para 1º de setembro.

De acordo com o USDA, o volume armazenado de trigo no país somava 50,232 milhões de toneladas na referida data, sobre 25,041 milhões de toneladas do relatório anterior e 58,078 milhões de toneladas no ano passado.

Boletim diário do USDA aponta que chuvas significativas estão ocorrendo na região até o sudeste de Nebraska, à medida que a umidade tropical interage com uma perturbação no sudoeste dos Estados Unidos e uma frente fria continental.

Nas áreas mais chuvosas das Planícies Central e Sul, há risco de inundações repentinas, apesar da seca existente. “As chuvas estão aumentando a umidade do solo para os cereais de inverno recém-plantados, embora algumas áreas de pastagem e pastagens afetadas pela seca possam não se recuperar totalmente até a próxima primavera”, afirma o USDA.

“Em outras áreas, o tempo ameno e predominantemente seco nas Planícies do Norte favorece os trabalhos de campo, incluindo a colheita das culturas de verão e o plantio do trigo de inverno”, completa.

Na véspera (29), a Comissão Europeia manteve sua estimativa para a produção de trigo mole na União Europeia em 2026/27 em 124,2 milhões de toneladas e sua projeção de exportação em 29,0 milhões de toneladas.

No radar, os agentes do mercado seguem monitorando as tratativas diplomáticas entre Rússia e Ucrânia, especialmente devido à interrupção do fluxo de embarques de grãos na região exportadora do Mar Negro.