Às 10h05 (horário de Brasília) desta terça-feira (24), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava leve alta de 2,25 pontos e 0,49%, cotado a US$ cents 461,75/bushel; o de julho avançava na mesma intensidade, a US$ cents 472,75/bushel.
Na véspera (23), os futuros caíram 1,29% e 1,16%, a US$ cents 459,50/bushel e a US$ cents 470,50/bushel, respectivamente, pressionados pelo tombo de mais de 10% do petróleo no mercado internacional.
Nesta manhã, os preços do cereal seguiam acompanhando a trajetória do combustível, que subia cerca de 3%, impulsionado pela informação de que o Irã bombardeou Tel Aviv, um dia após os Estados Unidos anunciarem cinco dias de supensão dos bombardeios contra instalações de energia do país persa.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem que as inspeções de milho para exportação totalizaram 1,700 milhão de toneladas na semana encerrada em 19 de março, volume superior ao registrado na semana passada (1,671 mi de t) e no mesmo período de 2025 (1,548 mi de t).
No acumulado do atual ano comercial 2025/26, as exportações norte-americanas de milho somam 44,581 mi de t, montante 38% acima do embarcado na mesma época da temporada 2024/25 e 53% do total estimado pelo USDA para esta safra (83,802 milhões de toneladas).
Com a próxima safra dos EUA ainda distante, o mercado segue com as atenções voltadas para o Brasil e Argentina, importantes players no mercado mundial de milho.
A atualização mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém a projeção de que os produtores argentinos colherão um recorde de 57 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Por lá, a colheita alcançou 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde a produtividade é satisfatória.
No Brasil, a semeadura da safra de inverno se encontra virtualmente encerrada, enquanto a colheita do milho de verão segue atrasada em relação aos últimos anos. A expectativa se concentra agora sobre as chuvas de abril, que deverão definir o real tamanho da segunda safra brasileira, que responde por mais de 80% da oferta de milho do país.