Às 10h05 (horário de Brasília) desta terça-feira (16), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava leve baixa de 1,75 ponto e 0,42%, cotado a US$ cents 413,75/bushel; o de setembro recuava 1,25 ponto e 0,30%, a US$ cents 421,50/bushel.
Na véspera (15), o contrato de julho subiu 0,67%, a US$ cents 415,50/bushel, e o de setembro avançou 0,48%, a US$ cents 422,75/bushel.
Nesta manhã, os preços eram pressionados pelo encerramento do plantio da safra 2026/27 de milho nos Estados Unidos, segundo relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura (USDA), com dados coletados até o último domingo (14).
A estimativa preliminar aponta para uma área semeada de 38,58 milhões de hectares, número que ainda poderá ser revisado no relatório de área plantada previsto para o próximo dia 30.
O levantamento também mostrou que 94% das lavouras já atingiram a fase de emergência, ligeiramente acima dos 93% observados no mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos. O avanço semanal foi de oito pontos percentuais.
Em relação à qualidade das lavouras, 68% das áreas foram classificadas como boas ou excelentes, um ponto percentual acima da semana anterior. Apesar da melhora, o índice permanece abaixo dos 72% registrados no mesmo período da safra passada.
Outro fator de pressão veio da demanda internacional. Os embarques norte-americanos de milho somaram 1,637 milhão de toneladas na semana encerrada em 11 de junho, segundo o USDA. O volume representa queda de 18,7% em relação à semana anterior, quando os embarques totalizaram 2,014 milhões de toneladas. Na comparação anual, o recuo foi de 3,4%.
No campo climático, os investidores continuam acompanhando as condições no Corn Belt, principal região produtora de milho e soja dos EUA.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS), tempestades isoladas previstas para o norte de Illinois nesta terça-feira deverão evoluir para condições mais severas ao longo do dia, com risco de granizo e ventos fortes em algumas localidades.
Além disso, a forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional também pesava sobre o mercado, movimento que reduz a competitividade do etanol feito à base de milho.