Às 10h25 (horário de Brasília) desta terça-feira (21), o contrato de setembro do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava moderada baixa de 2,50 pontos e 0,56%, cotado a US$ cents 447,0/bushel. Ontem (20), o spot subiu 1,07%, a US$ cents 449,50/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pelo bom ritmo de desenvolvimento da safra 2026/27 de milho no Corn Belt e pelo fortalecimento do dólar diante das principais moedas globais, com o DXY recuando 0,15%.
Levantamento realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até domingo (19) mostra que 59% da área semeada com milho alcançou a fase de embonecamento, após um avanço de 25 pontos percentaus em uma semana. Na mesma época do ano passado, 53% das lavouras se encontravam nesse estágio; na média dos últimos cinco anos, 54%.
Além disso, 13% da área já entrou na fase de espigamento, ante 6% na semana anterior. O percentual coincide com o observado em igual período do ano passado e supera a média plurianual (11%).
Quanto às condições das lavouras, 67% foram classificadas como boas/excelentes, baixa de 1 p.p. em relação à semana anterior e ainda inferior aos 74% registrados na mesma época de 2025. Do restante, 24% foram avaliadas como regulares e 9% como ruins/muito ruins.
Os produtores norte-americanos destinaram menos área ao plantio de milho neste ano e, por isso, a produção do país deve recuar 6% nesta temporada, para 406,42 milhões de toneladas. O mercado segue de olho nas condições climáticas para as próximas semanas, que deverão definir o real tamanho na nova safra.
“O calor está restrito à faixa sul do Cinturão do Milho. Enquanto isso, tempestades associadas a uma frente fria se estendem para sudoeste a partir da região inferior dos Grandes Lagos. O restante do Meio-Oeste está sendo gradualmente coberto por uma massa de ar mais frio e seco”, afirma o USDA em seu boletim climático diário.
“Apesar dos desafios climáticos recentes, provocados pelas temperaturas elevadas e pela redução da umidade da camada superficial do solo, cerca de dois terços das lavouras dos Estados Unidos permaneceram em boas condições”, conclui.
No entanto, maiores perdas eram limitadas pela alta de mais de 1% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. No radar, as colheitas em andamento no Brasil e na Argentina.